Editora espanhola Jot Down recebe carta da LaLiga por endereço IP compartilhado da Cloudflare
em linguagem simples
Uma editora espanhola recebeu uma carta dizendo que seu site foi usado para mostrar transmissões ilegais de futebol. O site fica em um endereço de internet compartilhado, que uma grande empresa dos EUA, a Cloudflare, também usa em muitos outros sites. A empresa diz que não consegue controlar quem mais usa esse endereço.
Resumo completo
A Jot Down, empresa espanhola de cultura que publica livros e revistas, afirma ter recebido uma carta da LaLiga, entidade que vende os direitos de transmissão do futebol espanhol, em 14 de outubro. A carta dizia que o site da Jot Down estava hospedado no endereço IP protocolo de internet Regras básicas da internet para enviar dados, com endereços numéricos para cada dispositivo conectado. Definição completa de IP 188.114.96.5, que a LaLiga afirma ser usado para transmitir partidas ilegalmente. Pedia que a empresa solicitasse ao seu provedor o bloqueio do endereço e alertava que a falta de cumprimento poderia ser tratada como omissão deliberada e cumplicidade.
A Jot Down diz que o endereço pertence à Cloudflare, empresa americana que oferece infraestrutura e segurança a milhões de sites, e que o endereço é compartilhado por muitos sites. A empresa afirma não ter controle sobre quem mais o utiliza. A carta não estava assinada, e a captura de tela anexada mostrava outro site e uma partida, sem nenhuma ligação com a Jot Down.
A Jot Down também afirma que a LaLiga enviou cartas quase idênticas a outra empresa, a RevistaCloud, em setembro de 2025, citando o mesmo endereço. A empresa diz não saber quantos negócios receberam cartas desse tipo.
A editora escreveu a autoridades espanholas, incluindo o presidente da LaLiga e o ministro da Economia da Espanha, sem obter resposta. Agora, enviou uma carta aberta ao presidente dos EUA, Donald Trump, pedindo que ele intervenha, já que a Cloudflare é americana. A empresa argumenta que proteger um negócio não deveria prejudicar negócios não relacionados e observa que uma decisão de um tribunal comercial de Barcelona permitiria que operadores fossem obrigados a bloquear o endereço IP.